Vinte e Cinco Artigos de Religião foram resumidos e adaptados por John Wesley em 1784 a partir dos 39 Artigos da Igreja Anglicana, com o objetivo de servir como base doutrinária para a nova Igreja Metodista nos Estados Unidos.
Trindade e Cristo
• Artigo 1 – Da fé na Santa Trindade: Há um só Deus vivo e verdadeiro, eterno, incorporeo, onipotente, de infinita sabedoria e bondade, em três pessoas de uma mesma substância: Pai, Filho e Espírito Santo.
• Artigo 2 – Do Verbo ou Filho de Deus que se fez verdadeiro homem: O Filho tomou a natureza humana no ventre da Virgem Maria, unindo divindade e humanidade em uma só pessoa (Cristo) para nos reconciliar com o Pai.
• Artigo 3 – Da ressurreição de Cristo: Cristo ressuscitou verdadeiramente dentre os mortos, retomando seu corpo com carne, ossos e tudo o que pertence à perfeição da natureza humana, e subiu ao céu.
• Artigo 4 – Do Espírito Santo: O Espírito Santo, que procede do Pai e do Filho, é da mesma substância, majestade e glória com o Pai e com o Filho.
Escrituras e Salvação
• Artigo 5 – Da suficiência das Sagradas Escrituras para a salvação: As Escrituras Sagradas contêm todas as coisas necessárias para a salvação; o que nelas não se lê não deve ser exigido como artigo de fé.
• Artigo 6 – Do Antigo Testamento: O Antigo Testamento não é contrário ao Novo, pois em ambos a vida eterna é oferecida à humanidade por Cristo.
• Artigo 7 – Do pecado original: É a corrupção da natureza de todo descendente de Adão, pela qual o ser humano está muito longe da retidão original e inclinado ao mal.
• Artigo 8 – Do livre-arbítrio: A condição do ser humano após a queda de Adão é tal que ele não pode se converter e preparar-se por sua própria força natural para a fé e a invocação a Deus.
• Artigo 9 – Da justificação do homem: Somos aceitos diante de Deus somente por causa dos méritos de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, pela fé, e não por nossas próprias obras ou merecimentos.
• Artigo 10 – Das boas obras: Embora as boas obras, que são frutos da fé e seguem a justificação, não possam tirar os nossos pecados, são agradáveis a Deus em Cristo.
• Artigo 11 – Das obras de super-rogação: Obras voluntárias (além dos mandamentos de Deus) não podem ser ensinadas sem arrogância e impiedade.
• Artigo 12 – Do pecado depois da justificação: Nem todo pecado cometido voluntariamente após o batismo é o pecado contra o Espírito Santo e imperdoável; há espaço para arrependimento.
A Igreja e os Sacramentos
• Artigo 13 – Da Igreja: A Igreja visível de Cristo é uma congregação de fiéis, na qual a pura Palavra de Deus é pregada e os sacramentos são devidamente administrados.
• Artigo 14 – Do purgatório: A doutrina romana relativa ao purgatório, indulgências, veneração e adoração de imagens e relíquias, bem como a invocação dos santos, é uma coisa fútil, inventada em vão e sem fundamento na Escritura.
• Artigo 15 – Do falar na congregação em língua desconhecida: É evidentemente repugnante à Palavra de Deus e ao costume da Igreja primitiva proferir orações públicas ou administrar sacramentos em língua que o povo não entenda.
• Artigo 16 – Dos sacramentos: Os sacramentos instituídos por Cristo não são apenas penhores ou indícios da profissão cristã, mas sinais certos da graça e da boa vontade de Deus para conosco.
• Artigo 17 – Do batismo: O batismo não é apenas sinal de profissão, mas também sinal de regeneração ou novo nascimento.
• Artigo 18 – Da Ceia do Senhor: A Ceia do Senhor não é apenas um sinal do amor que os cristãos devem ter entre si, mas antes um sacramento da nossa redenção pela morte de Cristo.
• Artigo 19 – De ambas as espécies: O cálice do Senhor não deve ser negado aos leigos, pois ambas as partes do sacramento de Cristo devem ser administradas a todos igualmente.
• Artigo 20 – Da oblação única de Cristo sobre a cruz: A oferenda que uma vez foi feita é a perfeita redenção, propagação e satisfação por todos os pecados de todo o mundo.
• Artigo 21 – Do casamento dos ministros: Os ministros de Cristo não são ordenados por voto de obrigação a uma vida célibe ou à abstinência do casamento; é lícito que casem.
Prática e Deveres
• Artigo 22 – Dos ritos e cerimônias da igreja: Não é necessário que as cerimônias e os ritos sejam em toda parte os mesmos, podendo ser alterados de acordo com os costumes dos países.
• Artigo 23 – Dos deveres civis dos cristãos: O Presidente, o Congresso, a Assembleia Geral, os conselhos e os tribunais exercem o poder legítimo de governo civil na nação.
• Artigo 24 – Dos bens dos cristãos: As riquezas e os bens dos cristãos não são comuns em relação ao direito, título e posse, como falsamente proclamam certos setores.
• Artigo 25 – Do juramento do cristão: Assim como confessamos que o juramento vain e temerário é proibido aos cristãos por nosso Senhor Jesus Cristo, também julgamos que a religião cristã não proíbe que alguém jure quando o magistrado o exige em uma causa de fé e caridade.
